07/07/2023 às 14h55min - Atualizada em 07/07/2023 às 15h29min

​Litoral: projeto que estimula produção de mel em Morretes completa um ano

AEN

Albori Ribeiro/Prefeitura de Morretes
O projeto apoiado pelo Governo do Estado para estimular a criação de abelhas nativas sem ferrão no Litoral do Paraná e transformar o município de Morretes em um polo de meliponicultura completa um ano com avanços importantes. Entre os resultados está a formação de agricultores e a distribuição de mais de 100 caixas de abelhas na cidade.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Prefeitura de Morretes, Secretaria de Estado de Inovação, Modernização e Transformação Digital e Superintendência Geral de Desenvolvimento Econômico e Social. O objetivo é incrementar a renda de agricultores familiares e fortalecer o desenvolvimento regional e por meio da implantação de meliponários e da promoção da rede produtiva para própolis, caixas racionais e colmeias.


Segundo o diretor-presidente do Tecpar, Celso Kloss, o instituto é responsável por coordenar e ministrar cursos voltados à comunidade sobre os princípios da agroecologia e o manejo das abelhas nativas sem ferrão, orientando sobre o manejo básico e avançado na meliponicultura. “Mais uma vez o Tecpar reforça seu compromisso em apoiar e fortalecer o desenvolvimento regional sustentável, trabalhando lado a lado com os municípios”, disse. “Queremos replicar esta parceria bem-sucedida com a Prefeitura de Morretes, colocando nossa estrutura e expertise à disposição para apoiar mais ações e projetos sustentáveis que estimulem a geração de emprego e renda”.

O prefeito Sebastião Brindarolli Junior comemorou o sucesso do programa, que já instalou 30 caixas de abelhas nas escolas de Morretes e distribuiu mais 100 caixas para 50 agricultores iniciarem na atividade.  “Esse projeto está sendo comentado em todo o Paraná. Em um ano já temos a expectativa de começar a gerar a própolis azul e, principalmente, gerar receita para o nosso agricultor familiar. Agradecemos ao Governo do Estado, ao Tecpar, a SEI e a Sgdes. É uma satisfação levar essa possibilidade para gerar renda ao nosso povo”, destacou.

O coordenador do projeto no Tecpar, Renato Rau, avalia que neste primeiro ano o projeto ultrapassou as expectativas previstas quanto à aceitação, assimilação e participação da comunidade de Morretes. Segundo ele, isso impacta diretamente no aumento da conscientização comunitária quanto à necessidade da valorização das matas na sua forma original. “Após os ensinamentos ministrados, as pessoas manifestaram um grande interesse em compartilhar os conhecimentos repassados sobre a valorização do serviço ambiental prestado pelas abelhas sem ferrão e a necessidade de oferecer um ‘pasto melitófilo’ para que elas tenham uma oferta de pólen e néctar com qualidade para a sua sobrevivência”, disse Rau. 

ETAPAS – Para dar início ao projeto, foram selecionadas 50 famílias de integrantes do Programa de Agricultura Familiar. Elas participaram do treinamento teórico em melipolinicultura e depois receberam visitas técnicas para verificar as condições ambientais das suas propriedades e seus entornos, e conferir as condições ambientais e de segurança alimentar para a criação de abelhas sem ferrão.

Depois de conhecer mais sobre o projeto, 11 famílias manifestaram interesse em desenvolver a atividade. Além disso, três membros da comunidade foram selecionados para aprender a confeccionar as caixas racionais de madeira, seguindo as exigências técnicas necessárias para o acondicionamento das colmeias. Também foram realizados três cursos com orientações básicas no manejo das colônias de abelhas para a produção de própolis induzida. No curso teórico, que aconteceu em outubro de 2022, os participantes tiveram um panorama sobre as espécies de abelhas existentes no Paraná e aprenderam sobre o que devem plantar para atraí-las. Também foram orientados sobre a legislação aplicável à produção de mel e as exigências para quem deseja empreender nesta área. 

Em seguida, participaram da capacitação prática de manejo para indução à produção de própolis e conheceram o modelo de meliponário considerado ideal pelo projeto – aquele que tem as melhores condições de segurança, de temperatura e umidade para criação das abelhas. Todos os concluintes do curso receberam um certificado da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que também é parceira no projeto. O documento os habilita para receber duas caixas para abelhas mandaçaia, que serão cedidas pela Prefeitura de Morretes, que também oferecerá assistência técnica semanal no manejo das colônias de abelhas.


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