CML discutirá violências físicas e morais contra trabalhadores da saúde de Londrina

O evento no dia 12 será coordenado pela Comissão de Direitos Humanos e Defesa da Cidadania da Câmara

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CML discutirá violências físicas e morais contra trabalhadores da saúde de Londrina
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A Câmara Municipal de Londrina (CML) promoverá, no dia 12 de agosto (quarta-feira), às 19 horas, na Sala de Sessões, uma reunião pública para debater o panorama das violências físicas, verbais, psicológicas e morais cometidas contra os trabalhadores da saúde no município. O evento será coordenado pela Comissão de Direitos Humanos e Defesa da Cidadania da CML, presidida pela vereadora Jessicão (PL) e composta pelo vice-presidente, vereador Santão (PL), além dos vereadores Chavão (Republicanos), Lenir de Assis (PT) e Valdir Santa Fé (PP) como membros. A discussão foi solicitada pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Londrina e Região (Sinsaúde) por meio de ofício, no qual a entidade alerta que agressões praticadas por usuários e acompanhantes têm se tornado recorrentes, comprometendo a integridade física e mental dos profissionais e gerando adoecimento ocupacional.

O Sinsaúde, que representa os profissionais de estabelecimentos privados, explica que o objetivo da reunião na Câmara de Londrina é tratar da realidade de trabalhadores de hospitais particulares e filantrópicos prestadores de serviços, incluindo os conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), e também dos profissionais da rede pública. O pedido de reunião pública foi motivado por incidentes como o ocorrido em março deste ano, quando uma técnica de enfermagem da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região central de Londrina foi agredida por um paciente que estava no estabelecimento aguardando por atendimento. Segundo o sindicato, o objetivo é fazer com que os profissionais da saúde se sintam acolhidos, seguros e confortáveis para relatar situações de violência, já que o trabalhador pode deixar de levar a denúncia adiante por receio ou mesmo por não reconhecer que determinada conduta configura uma forma de agressão, como são os casos das violências verbais e psicológicas.

O debate já tem ocorrido em outras cidades do Paraná, a exemplo de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, onde no mês passado (julho) uma audiência pública na Câmara de Vereadores tratou da violência contra equipes de enfermagem. Naquele município, a Prefeitura já havia colocado em funcionamento em 2024 o Botão do Pânico, para que os servidores das Unidades de Saúde, ao se sentirem em perigo, pudessem emitir um alerta rápido para a Guarda Municipal.

De acordo com o documento encaminhado pelo Sinsaúde, a reunião em Londrina foi solicitada para subsidiar a criação de medidas concretas, como a instituição de um Comitê Municipal de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra os Trabalhadores da Saúde e de um Observatório Municipal para o registro e divulgação periódica de dados sobre essas ocorrências. O sindicato também defende a adoção de protocolos de segurança e o fortalecimento do apoio às vítimas em articulação com os órgãos de segurança pública e o Ministério Público.

Para compor o debate, foram convidadas diversas autoridades e instituições, entre elas o Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren-PR), o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), o Conselho Municipal de Saúde, o Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Também foram chamados representantes da Secretaria Municipal de Saúde, da Guarda Municipal, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, além do SindSaúde Paraná e de gestores de hospitais como a Santa Casa de Londrina, Hospital Evangélico, Hospital Universitário, Hospital do Coração, Hospital do Câncer, Hospitais Zona Norte e Zona Sul, Hospital Cristo Rei e Santa Casa de Cambé.


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