Homem morre em ação policial após invadir creche e fazer 13 crianças reféns

Suspeito foi morto pelos policiais após três horas de negociação; crianças tinham entre 4 e 5 anos, e uma delas sofreu ferimentos no rosto

Por
3 Min

PCPR

 

Um homem morreu durante uma intervenção do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Paraná (PMPR), na tarde de sexta-feira (9), após invadir o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz, em Curitiba, e fazer 13 crianças, com idades entre 4 e 5 anos, reféns. A ocorrência durou cerca de três horas e terminou com o resgate de todas as crianças.

Segundo a PMPR, o suspeito estava armado com uma faca, portava um simulacro de arma de fogo e tinha material inflamável. Ele teria espalhado a substância em uma das salas da unidade e ameaçado provocar um incêndio.

Durante as negociações, o homem teria se tornado agressivo e ferido algumas das crianças. Uma delas apresentava lesões visíveis no rosto. Das 13 crianças resgatadas, cinco foram encaminhadas a uma unidade de saúde para avaliação, enquanto as demais receberam atendimento das equipes de emergência.

A decisão de intervir ocorreu após o agravamento da situação e o aumento do risco à integridade das vítimas, conforme explicou o comandante de Missões Especiais da PMPR, coronel Alexandre Lopes Dias.

“Quando percebemos que as crianças começaram a ficar em um nível de estresse mais elevado e que ele passou a agredi-las, optamos pelo adentramento tático para evitar um mal maior. Conseguimos neutralizar essa pessoa e resgatar as 13 crianças, que foram encaminhadas para atendimento das equipes médicas e dos bombeiros”, afirmou.

A intervenção foi realizada pela Companhia de Operações Especiais do BOPE, depois que os policiais identificaram uma oportunidade para entrar no ambiente. Durante a ação, o suspeito tentou alcançar uma das crianças e foi neutralizado pelos agentes. As vítimas foram retiradas do local e encaminhadas às equipes médicas e aos bombeiros que aguardavam do lado de fora.

Enquanto a ocorrência era atendida, a direção e os professores do CMEI retiraram as demais crianças da unidade, evitando que outras pessoas fossem expostas ao perigo.

A operação mobilizou também o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, a Guarda Municipal de Curitiba, a Polícia Civil e outros órgãos municipais e estaduais.

Até o momento, não há informações sobre a motivação do ataque.