A freira Nadia Gavasnki, de 82 anos, foi vítima de estupro antes de ser morta dentro do convento Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí, nos Campos Gerais. A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Paraná, que concluiu o inquérito na sexta-feira (27/02) e o encaminhou ao Ministério Público do Paraná. O laudo pericial apontou morte por asfixia associada à violência sexual, evidenciada pela gravidade das lesões.
O investigado foi indiciado por homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada. Segundo o delegado Hugo Santos Fonseca, imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue nas roupas do suspeito confirmaram a autoria. O nome dele não foi divulgado.
O crime ocorreu por volta das 13h30 de sábado (21/02), após o homem pular o muro do convento. Conforme as investigações, a religiosa o questionou sobre o que fazia no local e ouviu que ele estaria ali para trabalhar. Ao perceber a desconfiança da vítima, ele a empurrou e, segundo relatou em depoimento, a asfixiou quando ela começou a gritar.
À polícia, o suspeito afirmou ter passado a madrugada consumindo drogas e álcool e disse que “ouviu vozes” ordenando que matasse alguém. Também declarou que entrou no convento com a intenção de cometer um assassinato, negando tentativa de furto, e alegou ter se afastado ao perceber que a vítima estava desacordada. A perícia, no entanto, descartou versões que buscavam minimizar a violência sexual.
Ele foi localizado em casa horas depois. Ao notar a chegada da equipe policial, tentou fugir e agrediu os agentes, mas foi contido e preso, admitindo a autoria durante a abordagem.