Crédito das fotos: Divulgação_Opus Tech
Com o aumento das perdas e roubos de dados, garantir backups estratégicos e efetivos é imperativo
No ambiente digital atual, quando se diz que “dados são o novo petróleo”, a frase não é exagero, é constatação. Segundo levantamento da Invenio IT de 2025, 93% das empresas que sofreram perda prolongada de dados (acima de 10 dias) encerraram suas atividades em até um ano. A 99Firms aponta que 28% dos ataques de ransomware resultam em perda definitiva de informações e 37% das pequenas empresas já vivenciaram algum tipo de perda de dados em nuvem. Já o Relatório de Violação de Dados 2024 da IBM revelou que o custo médio global de uma violação de dados ultrapassa US$4,4 milhões. Esses números mostram que o backup, muitas vezes tratado como algo secundário, é, na verdade, um pilar essencial de segurança e continuidade para qualquer pessoa ou organização.
Para o CEO da Opus Tech, Júnior Machado, a pergunta central é simples: “Se eu perder meus dados hoje, consigo continuar amanhã?” Segundo ele, essa reflexão vale tanto para empresas quanto para indivíduos. “Muitas pessoas acreditam que o risco é distante, mas quando a perda acontece, o impacto vai muito além do financeiro. Envolve reputação, confiança, memória e até a conformidade com a LGPD”, destaca.
Machado explica que os dados que geramos diariamente, como fotos pessoais, históricos de e-mails, redes sociais, contratos, bancos de clientes, têm valor emocional e operacional, e que proteger esse patrimônio digital exige estratégia e constância. “Não basta fazer backup, é preciso garantir que ele realmente funcione”, alerta.
Backup e segurança
O executivo reforça que backup e segurança não são sinônimos, mas se complementam. Enquanto o primeiro protege contra falhas ou perdas acidentais, o segundo evita acessos indevidos e ataques. E ambos precisam estar integrados a uma cultura organizacional de prevenção. “Backups automáticos, com testes regulares de restauração, reduzem o risco humano e a falsa sensação de segurança. Se você nunca testou seu backup, você não tem backup, você tem esperança”, brinca Machado.
Além da tecnologia, ele ressalta o papel das pessoas na prevenção de perdas. Segundo o BrightDefense Data Breach Report 2025, 88% das violações de dados têm origem em erro humano ou credenciais comprometidas. “A tecnologia sozinha não resolve. É preciso treinar equipes, conscientizar sobre golpes e revisar rotinas. Segurança da informação é, antes de tudo, comportamento”, afirma o CEO.
Machado finaliza lembrando que pessoas físicas também precisam adotar uma rotina de backup pessoal, com a mesma seriedade aplicada ao ambiente corporativo. “As fotos de família, os arquivos de trabalho e até o conteúdo das redes sociais são parte da nossa identidade digital. E identidade, hoje, é ativo. Proteger seus dados é proteger sua história”, conclui.
Tópicos a serem levados em consideração sobre dados e segurança
• A perda de dados não é hipótese, é estatística, e custa caro
• Backups precisam ser testados regularmente para garantir restauração.
• A combinação entre tecnologia, processos e comportamento humano é o que garante proteção efetiva.
• Treinamentos e políticas internas reduzem riscos de erro humano.
• Pessoas físicas também devem tratar seus dados pessoais com seriedade profissional