Londrina prevê 171 novas vagas para professores e economia de R$ 1 milhão/mês

Reestruturação aprovada em 1ª votação reduz 258 cargos de 20 horas e cria 171 de 30 horas

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Fernando Cremonez/CML

 

A Prefeitura de Londrina poderá convocar 171 novos professores para a rede municipal de ensino, com a reestruturação dos cargos do magistério aprovada em primeira votação pela Câmara Municipal nesta quinta-feira (29). A mudança substitui 258 vagas de jornada de 20 horas semanais por 171 cargos de 30 horas, adequando o quadro ao formato do último concurso público, cuja validade termina em fevereiro de 2027.

A proposta prevê 129 vagas para professores de Educação Básica e outras 42 para Educação Física. As convocações deverão ocorrer conforme a necessidade da Secretaria Municipal de Educação e a disponibilidade financeira e orçamentária do município.

A mudança também representa uma redução estimada de R$ 1 milhão por mês na folha de pagamento. Segundo os dados apresentados no projeto, as 258 vagas que serão extintas custariam R$ 2,83 milhões mensais, enquanto as 171 novas representam uma despesa projetada de R$ 1,83 milhão. A economia líquida estimada é de R$ 1.002.573,15 por mês.

Embora o número de cargos seja menor, a carga horária total praticamente não muda: as vagas atuais somam 5.160 horas semanais, enquanto as novas corresponderão a 5.130 horas. Os professores que já ocupam cargos de 20 horas terão seus vínculos preservados.

Gratificação de coordenadores de UBS será unificada

Outra mudança aprovada em primeira votação altera a remuneração de funções de confiança na Autarquia Municipal de Saúde. O projeto estabelece gratificação única de R$ 1.299,20 para coordenadores de todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), independentemente do número de servidores de cada unidade.

Atualmente, os valores variam conforme o tamanho da equipe: R$ 714,60 para unidades com até 15 integrantes; R$ 1.006,90 para aquelas com 16 a 30 profissionais; e R$ 1.299,20 para equipes com mais de 30 servidores.

A proposta também permite que as diretorias-geral e de Regulação da Atenção à Saúde sejam ocupadas por cargos comissionados. Segundo a justificativa da Prefeitura, as atribuições dos coordenadores são semelhantes, mesmo em unidades de portes diferentes.

O projeto do magistério retorna à Câmara na próxima terça-feira (3), para segunda votação. Já a proposta referente à Saúde poderá receber emendas durante o prazo de sete dias úteis após a primeira discussão.