Lula é reeleito após virada histórica e conquista quarto mandato presidencial

Petista reverte vantagem de Flávio Bolsonaro no primeiro turno e garante mais quatro anos no Planalto; presidente terá de enfrentar oposição fortalecida no Congresso e equilibrar as contas públicas

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PT Divulgação

 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), após uma virada histórica sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Com a vitória, o petista garante mais quatro anos no Palácio do Planalto e se torna o primeiro presidente brasileiro eleito quatro vezes pelo voto popular.

A confirmação pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ocorreu às 21h08, quando 97% das urnas já haviam sido apuradas. Naquele momento, Lula somava 51,74% dos votos, contra 48,26% de Flávio, em uma disputa marcada pelo equilíbrio e pela intensa mobilização das campanhas nas ruas e nas redes sociais.

O resultado reverte a vantagem do candidato do PL no primeiro turno, quando Flávio obteve 47% dos votos válidos, ante 45% de Lula. A reação do petista na etapa decisiva consolidou uma das disputas mais acirradas da história recente do país.

Às vésperas de completar 81 anos, na terça-feira (27), Lula amplia sua trajetória política, iniciada com a primeira eleição presidencial, em 2002. Reeleito em 2006, ele voltou ao poder em 2023, após derrotar Jair Bolsonaro, pai de seu adversário neste segundo turno.

Fundador do PT, Lula chega ao novo mandato depois de uma trajetória marcada por três derrotas em eleições presidenciais, condenações posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e 580 dias de prisão. O retorno à disputa eleitoral e a nova vitória reforçam sua posição como uma das principais lideranças políticas do país.

Desafios para o novo mandato

A vitória nas urnas abre um novo ciclo de quatro anos, mas também impõe desafios ao presidente reeleito. Lula terá de governar diante de uma oposição forte no Congresso Nacional e buscar equilíbrio nas contas públicas, após ampliar gastos e benefícios durante a campanha eleitoral.

Ao mesmo tempo, o petista prometeu reforçar programas sociais, o que deve exigir articulação política e decisões sobre as prioridades do orçamento federal.

A capacidade de construir apoio no Legislativo será determinante para a agenda do novo governo, especialmente em um cenário de polarização política que se manteve até a apuração final.