Robôs vão combater incêndios e proteger bombeiros em áreas de alto risco

Equipamentos podem lançar até 6 mil litros de água por minuto e serão usados em ocorrências de grande intensidade

Por
3 Min

Divulgação/Magirus

O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) passou a contar com oito robôs para combate a incêndios de grandes proporções, equipamentos desenvolvidos para atuar em locais onde a aproximação dos bombeiros pode representar risco elevado. A entrega faz parte do reforço da estrutura estadual para resposta a emergências e desastres.

Os equipamentos, do modelo Aircore TAF60X, são fabricados pela empresa alemã Magirus e foram entregues pelo Governo do Paraná em 9 de setembro. Eles serão destinados a unidades dos Bombeiros em Curitiba, Paranaguá, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa e São José dos Pinhais.

Controlados remotamente, os robôs permitem que os bombeiros atuem a uma distância maior de incêndios com elevada carga térmica, estruturas com risco de desabamento e outros cenários de alta complexidade. O equipamento pode operar em áreas industriais, aeroportos, túneis, subsolos, galerias, incêndios florestais e instalações consideradas críticas, como portos, refinarias e plantas químicas.

Até 6 mil litros de água por minuto

Um dos principais recursos dos equipamentos é a capacidade de lançar até 6 mil litros de água por minuto, utilizando dois jatos. Os robôs também combinam funções de ventilação tática e supressão térmica por névoa d'água, ampliando as possibilidades de atuação em ambientes de difícil acesso ou com condições extremas.

A tecnologia foi apresentada pelo Estado como uma ferramenta para reduzir a exposição dos bombeiros durante ocorrências de maior risco. Na prática, o equipamento pode ser colocado à frente das equipes em situações nas quais o calor, a fumaça, o risco de explosões ou a possibilidade de colapso estrutural dificultem a atuação humana direta.

Equipamentos serão distribuídos pelo Paraná

A distribuição foi planejada para atender diferentes regiões do Estado e permitir o deslocamento dos equipamentos conforme a necessidade. A Defesa Civil informou que os robôs também poderão atuar dentro do Plano de Auxílio Mútuo (PAM), sistema de cooperação entre empresas, indústrias, órgãos públicos e instituições de resposta a emergências em ocorrências de grande complexidade.

A aquisição dos robôs vinha sendo preparada desde 2025 e teve uma etapa de recebimento e treinamento realizada na Europa. Em maio deste ano, equipes da Defesa Civil estiveram na Alemanha e na Itália para acompanhar a fabricação, conhecer o funcionamento dos equipamentos e realizar treinamento para operação