Boas práticas da Educação foram premiadas no Londrina Matsuri

Concurso reconhece melhores projetos de educação ambiental, com cinco projetos da rede municipal de ensino em destaque

Por
6 Min

Na  segunda-feira (7), o evento Londrina Matsuri anunciou no palco Himawari, no Parque Ney Braga, o resultado da 14a edição do Concurso Meio Ambiente: Melhores Práticas. A festa que celebra as heranças culturais japonesas e dá boas-vindas à estação das flores também incentiva as boas práticas de educação na cidade, em uma premiação promovida pelo grupo organizador Sansey, em parceria com a Prefeitura e a rede municipal de educação. As escolas ganhadoras receberam como prêmio equipamentos de som para uso em suas atividades. 

A secretária municipal de Educação, Thatiane Lopes de Araújo, celebrou as soluções desenvolvidas pelas unidades participantes, na construção de uma consciência cidadã. “É uma vivência muito significativa para as unidades, e um momento muito significativo da educação, poder estar em uma feira que recebeu milhares de pessoas neste final de semana”, apontou. 

O coordenador geral do evento, Luiz Shiroma, parabenizou as participantes e destacou que o concurso tem como objetivo valorizar os projetos desenvolvidos pelas escolas, incentivando a educação ambiental, a sustentabilidade e o protagonismo dos alunos. “Os trabalhos apresentados demonstram criatividade, dedicação e compromisso com a preservação do meio ambiente. A avaliação teve como fundamento o resultado prático das ações, que envolveram estudantes, professores e toda a comunidade escolar”, explicou.  

Projeto vencedor transforma óleo de cozinha em sabão. Foto: Rakelly Calliari / NCom

O projeto vencedor veio da Escola Municipal Roberto Alves Lima Junior, que trabalhou a destinação do óleo de cozinha usado pelas famílias. As crianças pesquisaram os riscos de contaminação no descarte inadequado do óleo e aprenderam a fazer sabão e sabonete a partir da receita guardada pelas avós. A professora Denise Cazzadore contou que o projeto teve origem nas aulas de Ciências, mas acabou integrando outras disciplinas. “Nós começamos a trabalhar o sabão para eles verem as misturas homogêneas e heterogêneas. Com o projeto, já trabalhamos Matemática, com os gráficos, e Português, fazendo os textos da receita. Os alunos amaram e quiseram continuar. A comunidade traz o óleo e a gente dá o sabão para a comunidade, ou seja, fazemos essa troca”, relatou. 

A escola, que fica na Gleba Ribeirão Limeira, zona leste de Londrina, recentemente foi premiada também pelo projeto nacional Estudantes em Movimento. 

Representantes do projeto “Nossa escola, nosso jardim”. Foto: Divulgação SME

O segundo lugar do concurso promovido pelo Londrina Matsuri ficou com a Escola Municipal Cecília Hermínia Oliveira Gonçalves, no Jardim Sabará, zona oeste. O projeto “Nossa escola, nosso jardim” mostra que o cuidado com o meio ambiente pode começar nas ações do cotidiano.  Segundo a professora Franciele Goulart Pereira, o trabalho nasceu no jardim visto da janela da sala que abriga as duas turmas de 2º ano para as quais ela leciona. “Nós estávamos estudando como o girassol se comporta na natureza. Durante uma aula, as crianças sugeriram plantar no jardim, e isso desencadeou todo um trabalho de revitalização e de educação ambiental”, relatou a educadora.

O resultado, ela disse, foi que a relação das crianças com a natureza mudou. “Elas desenvolveram atitudes de cuidado, responsabilidade e pertencimento com o meio ambiente. Hoje elas têm um olhar diferenciado para esse jardim, porque pintaram, trouxeram plantas, todos colocaram a mão na massa. Algumas crianças nunca tinham mexido na terra, então foi algo surpreendente. E todos os familiares contribuíram”, contou. 

Vasos de flores coloriram o jardim da EM . Maria Tereza Meleiro Amâncio. Foto: Rakelly Calliari / NCom

O jardim da escola também foi o ponto de partida para o projeto classificado em terceiro lugar, e que está em andamento na Escola Municipal Maria Tereza Meleiro Amâncio, no Jardim Santa Rita, zona oeste. O professor Lucas Máximo relatou que o estudo dos animais invertebrados estimulou um interesse especial de uma turma de 3º ano pelas borboletas e outros polinizadores. Para atrair os insetos, o grupo apostou no plantio de flores em garrafas decoradas, aliando o reuso do material plástico à maior presença das plantas.

De acordo com o educador, a ação tem angariado novas parcerias e, assim, se fortalecido. “Tivemos uma sensibilização na escola; os alunos do primeiro ano e de outros terceiros anos também estão participando do projeto, fazendo os vasinhos de planta. E a gente está tentando fazer essa extensão, por isso é tão importante nossa presença no Londrina Matsuri. A gente também quer mostrar para a comunidade que é possível ter um ambiente mais favorável para todas as espécies. Porque quando o ambiente tem borboletas, ele está saudável, é um meio ambiente bem cuidado”, avaliou.

Ele detalhou que as crianças já fizeram uma catalogação dos insetos encontrados antes do plantio, e a próxima etapa do projeto é sistematizar a identificação do aumento na presença dos polinizadores. 

O concurso ainda teve como destaques os projetos da Escola Municipal Mábio Gonçalves Palhano – “Brincar, reutilizar e transformar: jogos e brinquedos sustentáveis para cuidar do Planeta –, e do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Irmã Maria Nívea – “Robô protetor da natureza: como os robôs ajudam a cuidar da natureza e do Planeta”. Todos os projetos foram expostos no estande da Prefeitura na festa, que ocorreu entre os dias 4 e 7 de setembro. 

A comissão julgadora contou com a participação de especialistas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma) e da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema). A coordenação do concurso é uma parceria da Gerência de Ensino Fundamental da Secretaria Municipal de Educação (SME) e o Grupo Sansey, com o patrocínio da loja MundoMax / Sonkey.  


  • Ir para GoogleNews
Notícias Relacionadas »