Cinco mulheres denunciam estudante por importunação sexual e perseguição em Maringá

Influenciadora entregou à polícia 54 páginas com mensagens e relatos que, segundo ela, indicam um padrão de comportamento

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Cinco mulheres denunciam estudante por importunação sexual e perseguição em Maringá
PCPR Arquivo - foto ilustrativa

 

Cinco mulheres procuraram a Delegacia da Mulher de Maringá nesta quarta-feira (26) para denunciar um homem que seria estudante universitário por suspeitas de importunação sexual, perseguição e assédio pela internet. Uma das denunciantes, a influenciadora digital Ellen Leite, apresentou à polícia um conjunto de documentos com dezenas de páginas de mensagens e outros registros relacionados ao caso.

Segundo Ellen, os relatos começaram a se multiplicar depois que uma das possíveis vítimas tornou a situação pública nas redes sociais. A influenciadora afirma que outras mulheres passaram a identificar comportamentos semelhantes atribuídos ao mesmo homem.

“Recebi prints no Instagram, uma menina começou a expor a situação e percebi que muitas de nós achávamos que era um caso isolado”, relatou. De acordo com ela, haveria um padrão nas abordagens, que começariam de maneira aparentemente inocente e evoluiriam para conversas de teor sexual e o envio de imagens íntimas sem consentimento.

Ainda segundo Ellen, algumas mulheres relataram episódios ocorridos há seis, sete e até oito anos, quando algumas delas ainda eram menores de idade. “O intuito nunca foi promover o linchamento virtual dele, mas sim alertar as garotas que não é um caso isolado”, afirmou.

Além das mensagens, a documentação entregue à polícia também reúne relatos de supostas perseguições. Ellen afirma que, em alguns casos, o homem teria aparecido nos mesmos locais frequentados pelas vítimas.

“Esse documento tem muitos prints, não só meu, mas de outras garotas. São 54 páginas até agora, inclusive com mensagens dele perguntando ‘Você está nesse estabelecimento? Eu estou também’”, contou. Segundo ela, em algumas situações as mulheres teriam deixado os locais por medo de que o suspeito tentasse beijá-las ou agarrá-las.

A Delegacia da Mulher de Maringá abriu inquérito para apurar as denúncias e analisar as provas apresentadas pelas mulheres.


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