A vacinação contra a gripe já alcançou 60% do público-alvo em Londrina, índice superior às coberturas registradas no Paraná (53%) e no Brasil (48%). Ao todo, 90.849 pessoas dos grupos prioritários (idosos, crianças e gestantes) receberam a vacina no município neste ano. Considerando a população em geral, o número chega a 189.892 doses aplicadas.
Entre os idosos, a cobertura vacinal é de 60%; entre as crianças, chega a 46%. Já entre as gestantes, o número de mulheres vacinadas superou a estimativa inicial da população-alvo, resultando em uma cobertura de 136%.
O número já supera a cobertura alcançada em toda a campanha de vacinação contra a gripe de 2025, quando 59% do público-alvo foi imunizado. Naquele ano, a campanha começou em abril, durante a ExpoLondrina, e foi encerrada somente em 31 de janeiro deste ano, após dez meses de mobilização. Em 2026, a vacinação teve início no dia 28 março e, em menos de cinco meses, já alcançou 60% de cobertura entre a população-alvo.
A secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, ressaltou que o índice representa milhares de londrinenses protegidos, e demonstra que as estratégias adotadas pelo Município estão ampliando o acesso da população à vacinação. “Nesta gestão, temos buscado uma saúde que ultrapassa as paredes das unidades e chega até onde as pessoas estão, facilitando o acesso e trabalhando cada vez mais com prevenção. Desde o início da campanha, nossa decisão foi de não esperar apenas que as pessoas procurassem as unidades de saúde: levamos a vacina para onde a população está, fortalecendo as ações extramuros em diferentes pontos da cidade, além de manter a vacinação nas Unidades Básicas de Saúde (UBS)”, disse.
A secretária citou que as equipes de saúde estiveram, diversas vezes, em escolas, shoppings, feiras, eventos e espaços de grande circulação. “Também realizamos Dias D, fizemos drive-thrus de vacinação e outras mobilizações, aproximando a saúde das pessoas e criando novas oportunidades para quem, muitas vezes, não consegue procurar uma unidade durante a rotina da semana”, contou.
Feijó acrescentou que o resultado é visto com alegria, mas também desafia o município a continuar avançando. “A gripe pode provocar complicações e hospitalizações, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. Por isso, continuaremos mobilizando nossas equipes e criando estratégias para ampliar ainda mais a cobertura. Vacinar é prevenir, cuidar e também reduzir a pressão sobre toda a rede de saúde. Londrina está mostrando que, quando aproximamos o Serviço Único de Saúde (SUS) das pessoas, a resposta da população acontece”, enfatizou.
A vacinação contra a gripe prossegue em Londrina, sem data prevista para encerramento. A imunização está disponível para toda a população a partir dos 6 meses de idade. A vacina pode ser tomada nas salas de vacinação das UBS da área urbana, que funcionam das 7h às 18h30. Na zona rural, a vacinação ocorre durante o expediente de cada unidade. Também é possível se imunizar no Espaço Saúde e Cidadania – Casa da Vacina, localizado na Praça Sete de Setembro, na região central, de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h.
Dia D de Vacinação
Neste sábado (22), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) promoverá o Dia D de Multivacinação, com a disponibilização de todas as vacinas do Calendário Nacional de Imunização, incluindo a contra a gripe. Das 8h às 17h, a Casa da Vacina e 12 UBS da cidade, localizadas em bairros e distritos rurais, estarão abertas para a ação. São elas: Itapoã e Piza (zona sul); Guanabara e Centro (região central); Vivi Xavier e Padovani (zona norte); Alvorada e Santiago (região oeste); Armindo Guazzi e Lindoia (região leste); Paiquerê e Guaravera (zona rural).
Saiba mais sobre a gripe
De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório provocada pelo vírus influenza, com grande potencial de transmissão. Os tipos A e B são os principais responsáveis pelas epidemias sazonais da doença. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de garganta, tosse, dor no corpo e dor de cabeça.
A influenza pode causar desde sintomas leves até complicações graves, especialmente entre pessoas mais vulneráveis. A vacinação anual é a principal forma de prevenção e contribui para reduzir o risco de casos graves, internações e mortes relacionadas à doença. A vacina protege contra as cepas mais prevalentes dos vírus influenza A e influenza B. Todos os anos ela é atualizada para acompanhar as mutações do vírus.