A ginástica rítmica brasileira fez história no Campeonato Mundial de Frankfurt, na Alemanha, e teve participação decisiva do Paraná. A seleção conquistou no domingo (16) duas medalhas de ouro inéditas na competição, nas finais de cinco bolas e da série mista. Entre as atletas estão a curitibana Mariana Vitória Gonçalves e a londrinense Julia Kurunczi. O protagonismo paranaense também se estende à comissão técnica, comandada pela londrinense Camila Ferezin e com a participação de profissionais de Londrina.
Na final de cinco bolas, o Brasil recebeu 29.450 pontos e terminou à frente da China, que marcou 28.900, e da Bulgária, com 28.400. Na série mista, as brasileiras também ficaram com o ouro, superando Espanha e Bulgária. São os primeiros títulos mundiais da história da ginástica rítmica brasileira em provas de conjunto.
Além de Mariana e Julia, a equipe é formada por Maria Eduarda Arakaki, Maria Paula Caminha, Sofia Madeira e Nicole Pircio. Das seis ginastas, cinco participam de cada apresentação, enquanto uma fica como reserva.
A presença paranaense é ainda maior nos bastidores. A treinadora Camila Ferezin, de Londrina, comanda o conjunto brasileiro e tem Julia Kurunczi, também londrinense, e Mariana Gonçalves, de Curitiba, entre as atletas. A preparadora física Lilian Barazetti e a coreógrafa Bruna Martins também são de Londrina. Bruna integra a seleção há 15 anos, desde que foi 'convocada' por Camila.
Mariana Gonçalves é atleta da Associação de Ginástica Rítmica de Curitiba (Agir) e recebe apoio do Programa Municipal de Incentivo ao Esporte da Prefeitura de Curitiba. A conquista na Alemanha coroa uma temporada de destaque da curitibana, que também participou da equipe campeã do conjunto geral na etapa de Milão da Copa do Mundo, em julho.
Antes dos dois ouros, o Brasil já havia garantido outro resultado histórico em Frankfurt. No sábado (15), a equipe conquistou a medalha de bronze no conjunto geral, com 55.500 pontos, atrás de Espanha e Japão. O resultado garantiu ao país uma vaga antecipada nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
É a primeira vez que o Brasil assegura a classificação olímpica na ginástica rítmica com dois anos de antecedência. A equipe brasileira mantém a mesma formação desde o Mundial de 2025 e parte da base que disputou os Jogos de Paris, em 2024.
No Mundial realizado no Rio de Janeiro no ano passado, as brasileiras haviam sido vice-campeãs no conjunto geral e na série mista. Em Frankfurt, o grupo transformou os resultados recentes em dois títulos mundiais inéditos e consolidou o Brasil entre as principais forças da modalidade.
FOTOS - DIVULGAÇÃO