Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu, no Oeste do Estado. Por determinação da 2ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu, também foram sequestrados e tornados indisponíveis 11 imóveis de alto padrão, avaliados em R$ 2.285.300, além do bloqueio de bens e ativos financeiros de até R$ 6,52 milhões.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes apreenderam celulares, documentos, dinheiro em espécie e diversos itens de luxo que, segundo as investigações, podem ter sido adquiridos com recursos de origem ilícita. Entre os objetos recolhidos estão um piano de cauda, guitarra, violão e bolsas de grife.
De acordo com o Ministério Público do Paraná, a investigação começou em outubro de 2024, após a prisão do policial civil por tráfico de drogas em Cascavel. As diligências realizadas desde então apontaram indícios de que o servidor público acumulou patrimônio incompatível com a renda declarada e teria utilizado terceiros para ocultar bens e realizar negociações imobiliárias com recursos supostamente ilícitos.
O policial investigado permanece preso por fatos apurados em outras investigações. A Operação Paralelo Infame busca aprofundar a apuração sobre a origem do patrimônio e a atuação da suposta organização criminosa.
O Gaeco informou que denúncias relacionadas ao caso podem ser encaminhadas ao Núcleo Regional de Foz do Iguaçu pelo telefone (45) 3308-1344 ou pelo e-mail institucional do órgão.
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