Temporal mata uma pessoa e deixa rastro de destruição em Ribeirão Preto e região

Vendaval de até 121 km/h derrubou árvores, interditou hospitais, suspendeu aulas e provocou mais de 300 ocorrências

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Reprodução/TV Globo

 

Um forte temporal atingiu Ribeirão Preto e cidades da região na madrugada desta sexta-feira (24), deixando um morto, dois feridos e um cenário de destruição. O Corpo de Bombeiros registrou mais de 300 ocorrências, a maioria relacionada à queda de árvores, destelhamentos, danos estruturais, interrupção no fornecimento de energia e bloqueios em rodovias.

Além de Ribeirão Preto, foram registrados prejuízos em Taquaritinga, Dumont, Guariba, Pradópolis e Barrinha. Segundo a Defesa Civil, a tempestade começou por volta das 5h40, durou cerca de 30 minutos e foi acompanhada por rajadas de vento de até 70 km/h na região. Em Pradópolis, os ventos chegaram a 121 km/h.

Em Ribeirão Preto, o prefeito Ricardo Silva (PSD) informou que a Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas foi interditada após o desabamento de parte do teto. A Santa Casa e a Fundação Santa Lydia passaram a operar com geradores, enquanto a Beneficência Portuguesa suspendeu todos os exames. Com os danos, apenas 13 leitos de urgência permanecem em funcionamento.

Os impactos também atingiram outros serviços públicos. O centro municipal de atendimento à população em situação de rua ficou destruído, a Clínica Pública Veterinária suspendeu os atendimentos e 23 escolas cancelaram as aulas.

O temporal ainda provocou a interdição da Rodovia SPA-325/322 (Avenida Bandeirantes), entre Ribeirão Preto e Sertãozinho, após a queda de uma árvore sobre a pista. Em Dumont, houve interrupção no fornecimento de energia elétrica em todo o município e parte da estrutura de uma empresa rural desabou. Já em Taquaritinga, árvores caídas bloquearam parcialmente a Rodovia Tirso Micali (SP-310).

A Defesa Civil do Estado mobilizou equipes para atender as ocorrências e anunciou o envio de ajuda humanitária aos municípios atingidos. Enquanto a frente de chuva mais intensa avança em direção ao sul de Minas Gerais, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) mantém o monitoramento de novas áreas de instabilidade que seguem pelo oeste paulista.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Ribeirão Preto, coronel Otávio Seminate, a intensidade do fenômeno foi uma das maiores registradas nas últimas décadas. "Provavelmente, não víamos um evento dessa magnitude desde 1994", afirmou.