IAT instala câmeras após mortes de animais e investiga presença de onça-parda na Lapa
Instituto monitora fazendas após relatos de mais de 70 animais mortos e orienta moradores sobre medidas de prevenção
FOTO ILUSTRATIVA
Após relatos de moradores de que mais de 70 animais morreram em propriedades rurais da Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), o Instituto Água e Terra (IAT) iniciou um monitoramento na região para verificar a possível presença de uma onça-parda. Como parte da ação, o órgão instalou câmeras em fazendas e realizou vistorias para identificar a rota do felino e orientar os produtores sobre formas de evitar novos ataques.
Equipes do instituto percorreram a área, analisaram possíveis deslocamentos do animal e recomendaram que os moradores recolham os animais de criação durante a noite e comuniquem imediatamente qualquer novo ataque. Em caso de avistamento de uma onça, a orientação é manter distância, proteger pessoas e animais domésticos e acionar o IAT para avaliação da situação.
Conhecida também como suçuarana, a onça-parda é o segundo maior felino do Brasil e integra a fauna nativa do Paraná. Segundo o instituto, o avanço da ocupação humana e das atividades agropecuárias tem aumentado a ocorrência desses animais em áreas rurais.
Na semana passada, o IAT capturou uma onça-parda que atacava bezerros em uma fazenda de Tuneiras do Oeste, no noroeste do estado. A fêmea adulta, com idade estimada entre oito e dez anos, havia matado três bezerros e um carneiro. O animal foi capturado sem ferimentos, por meio de uma armadilha, e posteriormente solto em uma área de mata distante da propriedade. Casos semelhantes também foram registrados recentemente em Realeza, Maringá e Toledo.
O instituto destaca, no entanto, que ataques de grandes felinos representam apenas a quinta principal causa de morte de animais domésticos em áreas rurais. De acordo com o IAT, os óbitos ocorrem com mais frequência por atolamento em lama, doenças infecciosas, desnutrição e acidentes de manejo. Por isso, sempre que houver uma suspeita de ataque, a orientação é reunir o máximo de informações possível para facilitar a investigação. Técnicos do órgão analisam pegadas, marcas de mordidas, fezes, arranhões e outros vestígios para confirmar se a morte foi provocada por uma onça.