Estagiário do MP queria usar academia de cliente em troca de sigilo em processo
De acordo com o MPPR, em troca da intermediação, o denunciado teria pedido a isenção do pagamento de mensalidades em uma academia
Reprodução/Rede Social
Um estagiário de pós-graduação em Direito que atuava como residente jurídico na 1ª Promotoria de Justiça de Pitanga foi demitido e denunciado pelo Ministério Público do Paraná após suspeita de utilizar informações sigilosas de um processo de violência doméstica para beneficiar o escritório de advocacia da própria mãe.
Segundo a denúncia, o residente teria acessado documentos restritos relacionados ao caso e entrado em contato com o homem investigado para oferecer os serviços advocatícios da mãe.
As investigações apontam ainda que o estagiário insinuou ao acusado que sua atuação dentro da Promotoria poderia influenciar positivamente no andamento do processo, aumentando as chances de êxito na ação judicial.
De acordo com o MPPR, em troca da intermediação, o denunciado teria pedido uma vantagem indevida: a isenção do pagamento de mensalidades em uma academia.
O caso é investigado pelo Ministério Público e envolve suspeitas de uso indevido da função pública, violação de sigilo funcional e captação irregular de clientela.