Orçamento 2027 prevê queda de quase 83% nos recursos para investimentos em Londrina

Câmara analisa Orçamento de 2027; proposta foi aprovada em primeiro turno pelos vereadores

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Fernando Cremonez/Divulgação CML

 

A Câmara Municipal de Londrina aprovou em primeiro turno, durante a sessão de terça-feira (19), o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, encaminhado pelo prefeito Tiago Amaral (PSD). Apesar de definir metas e prioridades para áreas estratégicas da cidade, o texto chamou atenção pela forte redução prevista nos investimentos do município para o próximo ano.

De acordo com o parecer técnico da Comissão de Finanças e Orçamento, os recursos destinados a investimentos devem cair de R$ 70,5 milhões previstos na LDO de 2026 para apenas R$ 12 milhões em 2027, uma retração de 82,89%.

O relatório também aponta queda expressiva nas despesas de capital, que abrangem obras, aquisição de equipamentos e infraestrutura. O valor previsto recuou de R$ 238,4 milhões para R$ 53,9 milhões, redução de 77,4%.

A análise técnica da Câmara demonstrou preocupação com a capacidade do município em manter e concluir obras já iniciadas. Segundo o parecer, Londrina possui atualmente mais de R$ 50 milhões em saldo de obras a executar, o que pode pressionar o orçamento previsto para o próximo exercício.

Mesmo diante do alerta, o projeto recebeu parecer favorável das comissões permanentes da Câmara, incluindo a Comissão de Justiça, Legislação e Redação e a Comissão de Finanças e Orçamento. Os pareceres apontam que a proposta atende às exigências da Constituição Federal, da Lei de Responsabilidade Fiscal e das normas da Secretaria do Tesouro Nacional.

A LDO estabelece as bases para a elaboração do orçamento municipal e define prioridades da administração para 2027. Entre os eixos previstos pelo Executivo estão saúde e bem-estar, educação e promoção cultural, segurança pública, desenvolvimento econômico, sustentabilidade ambiental e gestão pública inteligente.

O texto também prevê mecanismos voltados à transparência fiscal, participação popular, equilíbrio das contas públicas e prioridade para programas direcionados à infância e adolescência, além da continuidade de obras em andamento.

Após a aprovação em primeiro turno, o projeto ainda será debatido em audiência pública, em data a ser definida pela Câmara Municipal. Na sequência, a matéria retorna à Comissão de Finanças para recebimento de emendas parlamentares antes da votação em segundo turno.

Conforme estabelece a Lei Orgânica do Município, a Lei de Diretrizes Orçamentárias deve ser aprovada definitivamente e encaminhada para sanção do prefeito até o dia 15 de julho.