Sociedade Rural do Paraná lança IA em evento do Smart Agro

Ferramenta visa facilitar a busca por soluções tecnológicas no agronegócio

Por
4 Min

Manuella Tomaz/SRP Divulgação

Foi apresentada na sexta-feira (10), durante o painel “Territórios de Inovação do Agro Paranaense”, a IA Laís, uma ferramenta baseada em Inteligência Artificial desenvolvida pela Agro Valley, ecossistema de inovação do Agro da região de Londrina.

De acordo com a diretora de Inovação da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Tatiana Fiuza, por meio da Laís é possível acessar startups ligadas ao agro de forma rápida, clara e objetiva. “O usuário pode buscar soluções específicas e a IA direciona para as startups mais adequadas, facilitando a conexão entre demanda e inovação.”

“Esse lançamento estará disponível para produtores, parceiros e interessados em conhecer melhor as soluções desenvolvidas dentro do ecossistema. É um passo importante para ampliar o acesso à inovação”, avaliou Tatiana. Ela explica que a ferramenta nasceu a partir do mapeamento completo das startups conectadas ao Cocriagro e à GO SRP. 

“Todas as soluções foram cadastradas, organizadas por área de atuação e estruturadas em uma base inteligente de dados. Assim, a busca por tecnologias deixa de depender de indicações informais ou pesquisas demoradas e passa a acontecer de forma direta”, detalhou. 

O projeto contou com investimentos do Sistema Estadual de Ambientes Promotores de Inovação do Paraná (Separtec) e foi desenvolvido pela empresa RICMA, de Maringá. A Laís já está disponível nos canais oficiais do SRP Valley. Ainda durante o painel, Tatiana apresentou a estrutura do ecossistema de inovação da SRP, a evolução da governança Agro Valley com a reformulação do planejamento estratégico e a definição de novos eixos estruturantes e destacou conquistas relevantes nos 10 anos de Smart Agro dentro da ExpoLondrina. “No último ano, realizamos um importante levantamento de dados da região. Identificamos mais de 5 mil alunos ligados às áreas de ciências agrárias e temos trabalhado para aproximar esse conhecimento da Sociedade Rural e do ecossistema, promovendo discussões mais qualificadas sobre inovação no agro.”

“Ao longo desse tempo, aprendemos muito. O ecossistema amadureceu, evoluiu bastante, mas ainda existem desafios a serem superados. Uma grande conquista é que hoje somos uma referência nacional. Outros ecossistemas olham para a Agro Valley como exemplo, não só no Paraná, mas em todo o Brasil”, completou a diretora de Inovação da SRP.

Durante o painel “Territórios de Inovação do Agro Paranaense”, o público conheceu o trabalho de outras três governanças de inovação para o agronegócio do Estado: Iguassu Valley, da Região Oeste, a Governança de Inovação de Maringá e a Campo Valley, de Campo Mourão, no Centro-Oeste. De acordo com Renato Lada Guerreiro, diretor regional de Apoio ao Empreendedor Inovador do Iguassu Valley, o ecossistema é composto 54 municípios e se destaca pela forte integração regional. A atuação conjunta impulsionou a produtividade e consolidou a região como uma potência na produção agropecuária, especialmente em proteína animal. “A experiência mostra que o desenvolvimento não está concentrado apenas nas grandes cidades, mas distribuído em toda a região, com iniciativas de inovação presentes em diferentes municípios”, concluiu Guerreiro.

Em Maringá, houve avanços na organização da governança e na realização de eventos de grande impacto, como hackathons e ações durante a Expoingá. Já em Campo Mourão, a governança expande com base nas demandas do setor, com o objetivo de estruturar um ecossistema regional envolvendo mais de 20 municípios. O foco está na integração entre atores locais e no fortalecimento das cadeias produtivas e já apresentou um importante resultado, que foi a implantação do curso de Agronomia no câmpus local da Universidade Estadual do Paraná (Unespar).

Paraná Mais Sustentável

Benno Henrique Weigert Doetzer, superintendente da Superintendência Geral de Ordenamento Territorial (SOT) da Casa Civil do Paraná, apresentou a plataforma Paraná Mais Sustentável, uma proposta de inteligência territorial voltada ao agro que busca integrar dados e informações para agregar valor à produção e promover sustentabilidade. “A proposta surge diante de um cenário global desafiador, com mudanças climáticas, transformações tecnológicas, avanço da inteligência artificial e excesso de informações. Hoje, mais do que acesso a dados, o desafio está em filtrar e confiar nas informações disponíveis”, questionou Benno Doetzer.

 

FONTE: Redação