Depoimento: motorista de carro usado em duplo homicídio em Maringá nega participação
À polícia, homem afirma que não sabia da intenção do atirador; investigação aponta vingança como motivação do crime
Reprodução/ portal GMC
O motorista do veículo utilizado no duplo homicídio que vitimou o barbeiro Jhonatan Marcelo Regolati Rodrigues, de 31 anos, e o cliente Evaldo Gomes de Araújo, de 36, em uma barbearia na Avenida Tuiuti, em Maringá, procurou a Polícia Civil e apresentou sua versão sobre o caso.
Ele foi ouvido na terça-feira (31/03) pelo delegado Adriano Garcia e afirmou que desconhecia que o passageiro — apontado como autor dos disparos — estivesse armado ou tivesse a intenção de cometer o crime.
Segundo o depoimento, o suspeito pediu uma carona após ser buscado em uma casa em construção. Os dois passaram pela região da barbearia e, em seguida, retornaram ao imóvel onde o homem estaria morando, permanecendo no local por poucos minutos.
Na sequência, o passageiro solicitou que fosse levado novamente até as proximidades da barbearia. Ao chegarem, ele desceu do carro, efetuou os disparos e retornou correndo, ordenando que o motorista deixasse a área rapidamente.
Ainda conforme o relato, durante a fuga, o atirador teria confessado o crime e dito que agiu por vingança, motivada pela morte do irmão, ocorrida anos atrás. Após o ataque, os dois abandonaram o veículo e seguiram caminhos diferentes. O motorista afirmou que não teve mais contato com o suspeito.
De acordo com a Polícia Civil, o depoimento foi considerado consistente e reforça a principal linha de investigação, que aponta a vingança como motivação. Também foi confirmado que o carro utilizado, um Ford Fusion preto, havia sido vendido ao suspeito pelo pai do motorista, com a documentação regularizada.
O homem de 27 anos apontado como principal suspeito pelos assassinatos se apresentou à delegacia na segunda-feira (30), acompanhado de advogado. Ele prestou depoimento e foi liberado. Imagens de segurança mostram o suspeito descendo do veículo usado na ação, que teria sido visto circulando nas imediações da barbearia pouco antes do crime.