Aeroporto Regional de Maringá abriga nova base aérea da Polícia Federal

Estrutura fortalece o papel estratégico do terminal, consolidando-o como polo regional de desenvolvimento

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Aeroporto Regional de Maringá abriga nova base aérea da Polícia Federal
Rafael Macri/PMM

A Polícia Federal (PF) inaugurou na sexta-feira (27), uma base aérea no Aeroporto Regional de Maringá. A base integra a Coordenação de Aviação Operacional da Polícia Federal (Caop) e terá atuação voltada ao apoio aéreo, inteligência, reconhecimento e combate ao crime organizado. A unidade atenderá toda a região Sul e também áreas estratégicas de estados vizinhos, como São Paulo e Mato Grosso do Sul.

A instalação da base aérea ocorre por meio de parceria entre a Polícia Federal no Paraná, o Aeroporto Regional e instituições locais, como o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg). O Aeroporto cedeu um hangar para abrigar a estrutura.

A nova base da PF fortalece o enfrentamento a crimes transnacionais, como tráfico de drogas, armas e contrabando. A estrutura amplia atuação conjunta com órgãos como Receita Federal e Justiça Federal, além de reforçar a presença do Estado. Além disso, a localização estratégica permite respostas mais rápidas e maior integração entre forças de segurança.

A implantação inclui o uso de aeronaves modernas, equipadas com tecnologia de monitoramento e captação de imagens, voltadas ao apoio operacional. Com a nova base, Maringá passa a ocupar posição estratégica no sistema de segurança nacional, consolidando-se como ponto de apoio para operações aéreas e fortalecendo o processo de internacionalização do Aeroporto.

Durante a cerimônia de inauguração, o prefeito Silvio Barros destacou que “Somos privilegiados com a única base operacional da Polícia Federal para o combate ao crime organizado na nossa cidade. A estrutura fortalece o enfrentamento ao tráfico de drogas e armas e torna Maringá ainda mais segura. É um fator que inibe a ação criminosa”, afirmou.

O diretor-presidente do Aeroporto Regional de Maringá, Gustavo Vieira da Silva, destacou o papel estratégico do município na implantação da base aérea da Polícia Federal. “Maringá ocupa uma posição estratégica e o Aeroporto viabilizou a estrutura, com a cessão do hangar, para a instalação da base. Essa base não é apenas de Maringá, mas de todo o Sul do Brasil, que ganha com a presença da Polícia Federal e o fortalecimento da segurança”, ressaltou.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou que a nova base integra a estratégia de combate ao crime organizado, com foco na asfixia financeira das organizações criminosas. “Retiramos recursos do crime e os reinvestimos na qualificação das forças de segurança. Isso cria um ciclo virtuoso no enfrentamento ao crime e proteção à sociedade”, afirmou.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, ressalta que é fundamental enfraquecer as bases financeiras do crime organizado para garantir resultados efetivos. “A escolha de Maringá é estratégica, pois permite atuação com agilidade e, principalmente, com o ‘fator surpresa’, fortalecendo as ações de combate ao crime organizado em diferentes regiões”, pontuou.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, destacou que a nova base é resultado da cooperação entre instituições públicas e a sociedade. “Essa conquista é fruto da parceria entre a Polícia Federal, o município de Maringá e diversas instituições. A cooperação entre as forças de segurança é essencial para fortalecer as ações e garantir mais segurança à população”, salientou.

O superintendente regional da Polícia Federal no Paraná, Rivaldo Venâncio, destacou que a nova base aérea amplia a capacidade de resposta no combate ao crime organizado nas regiões de fronteira. “A base permite chegar em minutos onde antes levávamos horas, para transportar equipes especializadas e apoiar ações que não podem esperar. É uma ferramenta que possibilita antecipar o crime, com planejamento e responsabilidade”, afirmou.

O diretor-geral da Itaipu Binacional, Enio Verri, enfatizou a importância da parceria com a Polícia Federal e o papel estratégico da nova base para a segurança nacional. “A Polícia Federal é essencial na troca de informações e inteligência. Essa base fortalece a atuação integrada e a proteção de uma região estratégica para o país. A cooperação entre instituições amplia a capacidade de enfrentamento ao crime.”, afirmou.


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