Dando continuidade ao processo de construção do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica de Londrina (PMMA) de Londrina, o distrito de São Luiz receberá a segunda oficina de mobilização social do projeto, que teve a primeira edição realizada em Lerroville, no dia 25 de fevereiro. O segundo encontro ocorrerá nesta quarta-feira (5), às 19h, na Escola Municipal Francisco Aquino Toledo (rua General Osório, 431). Esta será mais uma oportunidade para a comunidade rural manifestar suas opiniões e anseios com relação às áreas vegetativas pertencentes à Mata Atlântica, podendo dar opiniões e sugestões, além de tirar dúvidas existentes sobre a formulação deste novo plano que é inédito em Londrina.
A atividade seguirá o mesmo modelo da audiência realizada em Lerroville, que contou com a presença de pessoas da comunidade rural e de representantes técnicos da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), que apoia o projeto pelo Município de Londrina e possui integrantes atuando no Grupo de Trabalho da iniciativa. Estão convidados membros do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma), produtores e lideranças rurais e representantes de entidades, entre universidades, escolas, ONGs, órgãos públicos e outras esferas. Por parte da Sema, estarão presentes servidores técnicos e da Gerência de Parques e Biodiversidade.
Assim como ocorreu na primeira oficina, o biólogo Eduardo Panachão, coordenador técnico da área de meio biótico da Master Ambiental, empresa especializada de consultoria e engenharia ambiental que é responsável pela elaboração do PMMA, conduzirá uma apresentação sobre o Plano, esclarecendo seus objetivos e frisando sua importância como instrumento de planejamento ambiental, bem como sua função na conservação e restauração dos remanescentes de Mata Atlântica no município. Abordará ainda o processo histórico de urbanização de Londrina, destacando a significativa supressão da vegetação nativa ao longo do desenvolvimento urbano.
Também é feita uma dinâmica com os participantes para saber quais são suas percepções acerca da Mata Atlântica, contextualizando a localização do município e de suas áreas de referência ambiental. Serão discutidos os principais desafios para a preservação da vegetação remanescente. Um dos pontos tratados é a redução histórica da cobertura de Mata Atlântica no Brasil, e haverá descrição de espaços de conservação como o Parque Estadual Mata dos Godoy, o Parque Municipal Arthur Thomas e a Mata do Barão, Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). O público terá voz para trazer relatos e experiências para contribuir com a compilação de materiais a serem analisados na construção do Plano.
Outros assuntos abordados estão ligados à hidrografia e Áreas de Preservação Permanente (APPs), apontando critérios legais de delimitação, e ao papel do poder público municipal quanto a fiscalizações, monitoramento e outros aspectos. A oficina ainda é uma oportunidade para debates sobre a fauna nativa, preservação de animais, monitoramento de incêndios, impactos por mudanças climáticas, saneamento básico, tratamento de esgoto, qualidade dos corpos hídricos, matriz energética, educação ambiental e perspectivas de desenvolvimento do município, entre outras questões.