Mercado de Flores terá estrutura metálica e inspiração na identidade curitibana

Assinado pelo arquiteto Domingos Henrique Bongestabs, que projetou a Ópera de Arame, um dos principais pontos turísticos do Paraná

Da Editoria
27/02/2026 14h11 - Atualizado há 2 semanas

Mercado de Flores terá estrutura metálica e inspiração na identidade curitibana
Divulgação

O novo Mercado de Flores da Ceasa Curitiba nasce com a missão de ser mais do que um pavilhão de vendas. Assinado pelo arquiteto Domingos Henrique Bongestabs, que projetou a Ópera de Arame, um dos principais pontos turísticos do Paraná, o edifício foi desenhado para combinar transparência, luz e espaços de convivência, com a ambição de virar um ícone turístico no bairro Tatuquara e contribuir para o desenvolvimento econômico da região.

O Governo do Paraná vai investir R$ 50 milhões na obra, que terá 4.845,1 metros quadrados. O projeto prevê praça central, área para eventos, praça de alimentação, espaço para feira de produtor rural e 84 boxes, voltados à comercialização de flores, insumos e produtos da agroindústria familiar. O desenho do projeto arquitetônico também nasce do interesse de revitalizar o bairro do Tatuquara e de criar uma área de convivência para a população.

O novo Mercado de Flores é rapidamente associado com outros pontos turísticos paranaenses já identificados na memória popular. O projeto preserva as características do lugar e da cidade, que mantém a identidade de pontos turísticos de Curitiba, como o Jardim Botânico, a Ópera de Arame e a Rua 24 Horas. “Não será apenas um centro de vendas de produtos ligados a plantas, mas também uma área que vai impactar a paisagem urbana e incentivar a vinda de novos clientes e também atrair visitantes e turistas com a arquitetura e serviços que oferece”, diz Bongestabs.

Um dos gestos mais claros está nos arcos da fachada. O arquiteto explica que não são apenas um recurso estético. “Hoje, na Ceasa, existe uma série de coberturas em arco feitas de tijolos, e eu coloquei arcos na fachada para, de certa forma, relacionar com esses arcos que já existem, uma ligação entre o que existe e o que vai existir”. Ou seja, o mercado novo chega com um desenho contemporâneo, mas mantém um elo visual com a memória arquitetônica do complexo.

A mesma lógica aparece no piso. A escolha da pedra portuguesa não é casual, nem decorativa, mas serve para fazer relação com a cidade. Domingos Bongestabs lembra que esse tipo de desenho faz parte do repertório urbano de Curitiba, com padrões que remetem a símbolos locais, como os pinhões. “Nós temos o uso de pedras portuguesas na cidade. É uma característica típica de Curitiba”, afirma, ao justificar a intenção de ligar a obra à cidade e dar ao usuário a sensação de estar dentro do ritmo urbano da capital paranaense.

Domingos admite o foco em criar um ícone arquitetônico. “Nós queremos atrair visitantes curiosos e turistas. Isso é, fazer com que a arquitetura tenha características tão interessantes e bonitas, que atraia outras pessoas e que sirva como um cartão postal para o bairro”, disse o arquiteto, que deseja que o mercado não apenas venda flores, mas que entre no mapa afetivo e visual da cidade.


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