As fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora na noite e madrugada desta segunda-feira (23/02) deixaram 16 mortos, segundo confirmação da prefeitura. Diante da tragédia, o município decretou estado de calamidade pública ainda durante a madrugada.
As vítimas morreram em diferentes pontos da cidade, atingidos por deslizamentos e soterramentos. Foram quatro mortes na Rua Natalino José de Paula, no bairro JK; quatro na Rua Orville Derby Dutra, no Santa Rita; duas na Rua João Luís Alves, na Vila Ideal; uma na Rua José Francisco Garcia, no bairro Lourdes; uma na Rua Eurico Viana, na Vila Alpina; uma na Estrada Athos Branco da Rosa, no São Benedito; e uma na Rua Jacinto Marcelino, na Vila Olavo Costa. As outras duas vítimas não tiveram seu fatídico local divulgado.
A prefeitura informou que atua em conjunto com a Defesa Civil Estadual e o Corpo de Bombeiros no atendimento às ocorrências. Ao todo, 440 pessoas estão desabrigadas e recebem apoio em escolas municipais adaptadas como abrigos provisórios.
Somente ao longo do dia foram registradas 251 ocorrências, incluindo 20 soterramentos — número que ainda pode aumentar. Empresas privadas também auxiliam nas buscas e no atendimento às vítimas.
Com 584 milímetros de chuva acumulados, fevereiro já é o mês mais chuvoso da história do município, conforme a prefeita Margarida Salomão (PT). Ao assinar o decreto de calamidade, ela afirmou que a medida é necessária para viabilizar recursos federais e reforçou o apelo para que a população reduza deslocamentos. “É uma situação extrema que exige medidas extremas”, declarou.
As aulas desta terça-feira (24) foram suspensas na rede municipal. O trânsito segue prejudicado por alagamentos e deslizamentos, e a Defesa Civil orienta que moradores permaneçam em casa e evitem sair sem necessidade.