Os vereadores de Londrina aprovaram, em regime de urgência, a tramitação do Projeto de Lei nº 56/2026, que prevê reajuste salarial de 4,30% para servidores do Legislativo e para os próprios subsídios parlamentares. O índice segue o INPC acumulado entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026 e, se confirmado em votação final, terá efeito retroativo a 1º de fevereiro.
A proposta, apresentada pela Mesa Executiva da Câmara Municipal de Londrina, estabelece reposição inflacionária referente aos últimos 12 meses, sem aumento real, conforme determinam a Constituição Federal e a Lei Municipal nº 13.746/2024.
Com a recomposição, o salário do presidente da Casa, Emanoel Gomes, passará de R$ 16.462,22 para R$ 17.170,10. Já os demais vereadores terão os vencimentos corrigidos de R$ 14.157,50 para R$ 14.766,27.
Em nota divulgada à imprensa, a Câmara de Vereadores de Londrina afirma que "não há criação de novo valor, nem majoração de subsídio. A medida apenas preserva o poder aquisitivo diante da inflação do último ano, tal qual ocorre em qualquer setor. A matéria é apresentada na forma de Projeto de Lei porque a remuneração de agentes políticos exige instrumento legislativo próprio, garantindo transparência, debate público e segurança jurídica. Não se trata de ato administrativo interno, mas de tema que demanda deliberação formal do Legislativo", diz a nota.
Votaram a favor: Anne Ada (Avante), Antonio Amaral (PSD), Emanoel Gomes (Republicanos), Flavia Cabral (PP), Mestre Madureira (PP), Michelle Thomazinho (PL), Paula Vicente (PT), Régis Choucino (PP), Santão (PL) e Sidnei Matias (Avante).
Votaram contra: Deivid Wisley (Republicanos), Giovani Mattos (PSD), Jessicão (PL), Marcelo Oguido (PL), Matheus Thum (PP) e Roberto Fu (PL).