F1 2026: Bortoleto pede paciência em ano de estreia da Audi e novo regulamento

A equipe alemã vive um desafio duplo: desenvolver o próprio chassi, motor e câmbio

Da Editoria
14/02/2026 10h47 - Atualizado há 4 semanas

F1 2026: Bortoleto pede paciência em ano de estreia da Audi e novo regulamento
Divulgação/Audi

A temporada 2026 da Fórmula 1 começa cercada de expectativa por causa do novo regulamento técnico e da entrada definitiva da Audi como equipe de fábrica. Para o brasileiro Gabriel Bortoleto, o momento é de construção — e de paciência.

A equipe vive um desafio duplo: desenvolver o próprio chassi, motor e câmbio, algo que amplia o grau de complexidade do projeto. Durante a pré-temporada no Bahrein, o piloto destacou que o processo exige tempo.

“A gente está num projeto totalmente novo, com uma montadora de nome gigante no automobilismo, que vem com desafio na F1. Então, o que eu peço, para mim e para os brasileiros, é paciência e fé que vai dar certo. Porque trabalho de todas as partes, eu garanto que tem tido: somos os primeiros a chegar e os últimos a sair da pista.”

Apesar das dificuldades naturais de um ano de transição, Bortoleto trata o momento como a realização de um sonho.

“Estou feliz porque estou vivendo um sonho. Sou uma pessoa extremamente sortuda na vida. Eu cheguei no topo do automobilismo, mas agora eu tenho as minhas ambições também, que é um dia sentir aquele gostinho da vitória de novo, desta vez na F1. Vai ser uma jornada longa pela frente, tem muito que melhorar. Mas eu não tenho dúvida que a gente vai chegar lá.”

O brasileiro sabe que a torcida carrega uma tradição vencedora. O último triunfo do país na categoria foi com Rubens Barrichello, em 2009. Já o último título veio com Ayrton Senna, em 1991.

“Eu não diria que o brasileiro é um torcedor ansioso. É que ficamos acostumados com vitória, porque tivemos grandes pilotos no nosso esporte. Quando você teve Senna, Piquet, Fittipaldi, Rubinho, Felipe e tantos outros no pódio, todo mundo espera que você ande bem. Mas a gente tem que ter paciência.”

Bortoleto lembra que sua primeira temporada já superou expectativas, com pontuações frequentes a partir da décima etapa, mesmo após a equipe ter encerrado o Mundial de Construtores anterior na última colocação. Ainda assim, o foco agora é evolução constante.

“Tive um grande ano passado, com resultados incríveis, com uma equipe que não pontuou praticamente nada nos anos anteriores. Mas a gente sabe qual é o gosto da vitória. Quando você experimenta isso, não espera nada menos que aquilo. Neste ano minha meta é progredir. Seja lá onde a gente estiver como equipe em Melbourne, é começar dali e crescer durante o ano.”

Novo regulamento traz incógnitas

A abertura do campeonato também levanta dúvidas técnicas, especialmente sobre o uso de energia nos novos carros.

“Não sei dizer se vai ter mais ultrapassagem. Pela questão de energia, sim, mas ao mesmo tempo a gente tem muito a aprender ainda como usar essa energia. Se a gente usa num nível básico por volta, já acaba com ela. Então talvez usar mais para ultrapassar não valha a pena. É muito cedo ainda para falar.”

Outro ponto sensível é o novo procedimento de largada, considerado mais complexo.

“Melbourne vai ser um aprendizado para todo mundo entender como funciona o procedimento de largada, que mudou muito e ficou bem mais complicado. Muitas coisas serão um grande aprendizado e espero que a gente chegue no final do ano já dominando 100% isso.”

Para o brasileiro, 2026 será uma temporada dinâmica e imprevisível.

“Este será um bom ano para acompanhar a F1. Vamos ver muita mudança de posição de equipe, quem vai melhorar, quem não vai melhorar. A F1 é um esporte incrível.”

Com um novo ciclo técnico, uma fabricante histórica estreando projeto próprio e um brasileiro em fase de consolidação, a temporada promete movimentar o grid — e reacender a expectativa da torcida nacional.


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