Ex-primeira dama sul-coreana é condenada à prisão; saiba detalhes
Tribunal determinou pena de 20 meses a Kim Keon Hee por ter aceitado subornos da Igreja da Unificação
Revista KoreanIN Arquivo
A Justiça da Coreia do Sul condenou nesta quarta-feira (28/01) a ex-primeira-dama Kim Keon Hee a 20 meses de prisão por corrupção, após considerar comprovado que ela recebeu bolsas da marca Chanel e um pingente de diamantes de integrantes da Igreja da Unificação em troca de favores políticos. Kim está presa desde agosto, por decisão do Tribunal de Seul, que apontou risco de destruição de provas.
Esposa do ex-presidente Yoon Suk Yeol, destituído do cargo no ano passado, Kim foi absolvida das acusações de manipulação do mercado de ações e de violação da lei de financiamento político. O Ministério Público informou que vai recorrer das absolvições e criticou a pena aplicada, já que havia pedido 15 anos de prisão.
Na leitura da sentença, o tribunal afirmou que, “por estar na posição mais próxima do presidente”, Kim exerceu influência significativa e “explorou sua posição para obter ganhos pessoais”. Por meio de advogados, ela declarou que aceita a decisão e pediu desculpas à população.
A condenação ocorre em meio à derrocada política do casal presidencial. Yoon Suk Yeol responde a vários processos e já foi condenado a cinco anos de prisão por obstrução de Justiça após a tentativa frustrada de impor lei marcial, em dezembro de 2024. Ele ainda aguarda julgamento por acusações de tentativa de golpe, que podem resultar em prisão perpétua ou pena de morte.
No centro do caso de Kim estão os presentes oferecidos pela Igreja da Unificação, que nega tentativa de suborno. A denominação religiosa, porém, é alvo de críticas e investigações por sua atuação política e por denúncias envolvendo exploração financeira de fiéis, tanto na Coreia do Sul quanto em outros países.