As buscas pelo jovem Roberto Farias Thomaz, de 20 anos, que sumiu na região do Pico Paraná, em Campina Grande do Sul, na madrugada do dia 1º de janeiro, chegaram ao quarto dia no domingo (04/01) e mobilizam equipes especializadas.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou, por meio de nota, que trata como desaparecimento, sem indícios de crime.
A operação é considerada cada vez mais complexa em razão do terreno acidentado, da mata fechada e das condições climáticas da região.
Roberto iniciou a subida ao Pico Paraná na terça-feira (31/12), acompanhado de uma amiga. Durante a ascensão, passou mal e chegou a vomitar algumas vezes, mas ainda assim conseguiu alcançar o cume da montanha, o ponto mais alto do Sul do Brasil. No entanto, durante a descida, acabou se separando do grupo e não foi mais visto.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o jovem está sem celular, sem pertences pessoais e com pouca comida, o que aumenta a preocupação com seu estado de saúde após vários dias desaparecido.
Em nota oficial, a PCPR informou que foi registrado boletim de ocorrência na Delegacia de Campina Grande do Sul e que diligências já foram iniciadas para apurar o caso. Investigadores estiveram no local no sábado (03/01), ouviram familiares e pessoas que também realizaram a trilha. Uma das pessoas que acompanhava o jovem no percurso prestou depoimento.
O comandante do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), major Ícaro Gabriel Greinert, afirmou que todas as trilhas conhecidas já foram vasculhadas e que a principal hipótese é de que Roberto esteja perdido em área de mata fechada.
“Todas as trilhas que ele pudesse estar machucado ou perdido já foram batidas. Na nossa avaliação, ele não está mais numa área de trilhas, mas em área de mato. Estamos em uma fase bastante complexa da operação, que é tentar localizá-lo dentro da mata”, explicou.
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