Paraná tem 79% dos municípios com desempenho médio ou alto no novo IPDM

Por AEN-
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Paraná tem 79% dos municípios com desempenho médio ou alto no novo IPDM
Roberto Dziura Jr/AEN

O desenvolvimento dos municípios paranaenses segue em trajetória consistente, conforme revela o Índice Ipardes de Desempenho Municipal (IPDM), divulgado nesta terça-feira (18). Segundo o levantamento, 317 das 399 cidades do Estado – mais de 79% do total – apresentam desempenho de médio a alto nas áreas de renda, educação e saúde. O resultado representa avanço de 8% em relação à edição anterior, quando 293 municípios superaram a nota 0,60, patamar que define o indicador. Quanto mais próximo de 1, melhor a avaliação, e nenhuma cidade ficou na faixa mais baixa.

Publicado anualmente desde 2008, o IPDM funciona de forma semelhante ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Nesta edição, o Ipardes inicia uma nova série histórica, tendo 2022 como ano de referência. A atualização metodológica garante maior precisão aos resultados, que utilizam bases do Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério da Educação, Ministério da Saúde e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por isso, o índice só pode ser consolidado dois anos após o período analisado.

Para o secretário estadual do Planejamento, Ulisses Maia, a modernização do IPDM reforça sua importância como instrumento de planejamento estratégico. “Ao compreendermos o desempenho em detalhes nas áreas de renda, saúde e educação, capacitamos as prefeituras a tomar decisões mais assertivas, direcionando recursos para áreas de maior necessidade. Um desenvolvimento local robusto e sustentável é a chave para alcançarmos um Paraná mais próspero e justo para todos”, afirmou.

No desempenho geral, Curitiba lidera o ranking com nota 0,8231, seguida por Palotina (0,7935), Quatro Pontes (0,7771), Cafelândia (0,7771) e Toledo (0,7657). Os dados completos estão disponíveis em painel interativo no site do Ipardes.

A edição deste ano incorporou novos indicadores nas áreas de educação e saúde. Na educação, passaram a ser avaliadas variáveis como matrículas em creches e pré-escolas, oferta de ensino em tempo integral, desempenho no Ideb do ensino médio e proporção de docentes com formação superior adequada. Com esses acréscimos, os municípios mais bem avaliados foram São Manoel do Paraná (0,8563), São Jorge do Ivaí (0,8443), Boa Esperança (0,8403), Entre Rios do Oeste (0,8373) e Iguatu (0,8358). Ao todo, 385 cidades apresentaram indicador médio ou alto — número muito superior ao do levantamento anterior, que registrava apenas quatro municípios com índice elevado.

Na saúde, a principal novidade é a inclusão da taxa de óbitos prematuros por doenças crônicas não transmissíveis entre pessoas de 30 a 69 anos, somando-se às consultas pré-natal, óbitos por causas mal definidas e óbitos evitáveis em crianças menores de cinco anos. Os melhores resultados foram registrados por Quatro Pontes (0,9108), Pinhal de São Bento (0,8935), Uniflor (0,8782), Diamante do Norte (0,8659) e Campo Bonito (0,8618). São 339 cidades com indicador médio ou alto neste eixo.

Na categoria renda, Curitiba novamente lidera (0,8745), seguida de Quatro Barras (0,7701), Carambeí (0,7462), Palotina (0,7321) e Santo Inácio (0,7292). O desempenho acompanha o cenário da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), segundo a qual o Paraná registrou no terceiro trimestre o maior crescimento salarial entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com rendimento médio de R$ 3.881 e alta de 9,59% em comparação ao ano anterior.

O presidente do Ipardes, Jorge Callado, destaca que a modernização do índice amplia sua utilidade tanto para o poder público quanto para o setor produtivo. “O IPDM foi aperfeiçoado para oferecer uma visão mais ampla do desempenho das cidades, auxiliando gestores e a iniciativa privada na prospecção de investimentos e no fortalecimento dos arranjos produtivos locais. O avanço na área da saúde, por exemplo, permite identificar precocemente situações que podem ser prevenidas, garantindo qualidade de vida ao cidadão e evitando perda da capacidade laboral, essencial para a economia regional”, afirmou.


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