Lula abre a COP30 em Belém e defende coragem para enfrentar desafios climáticos

Por Da Redação-
2 Min

Lula abre a COP30 em Belém e defende coragem para enfrentar desafios climáticos
Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu oficialmente, nesta segunda-feira (10), a 30ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP30), realizada em Belém (PA) — a primeira edição sediada na Amazônia.

Em seu discurso, Lula classificou como uma “proeza” a realização do evento na região, destacando as dificuldades enfrentadas para viabilizar a conferência. “Fazer a COP aqui é um desafio tão grande quanto acabar com a poluição do planeta. Seria mais fácil realizá-la em uma cidade sem problemas, mas escolhemos a Amazônia para mostrar que, com disposição e compromisso com a verdade, nada é impossível. O impossível é não ter coragem para enfrentar desafios”, afirmou.

O presidente disse ainda que esta será “a COP da verdade”, ao criticar o negacionismo climático e o avanço da desinformação. “Na era da desinformação, os obscurantistas rejeitam as evidências da ciência e os progressos do multilateralismo. Eles controlam algoritmos, espalham ódio e medo. É hora de impor uma nova derrota aos negacionistas”, declarou.

Lula também voltou a condenar os altos investimentos em guerras, em contraste com os recursos destinados ao enfrentamento das mudanças climáticas. “Se os homens que fazem guerra estivessem aqui, perceberiam que é muito mais barato investir US$ 1,3 trilhão para resolver o problema climático do que gastar US$ 2,7 trilhões em guerras, como aconteceu no ano passado”, comparou.

Outro ponto destacado pelo presidente foi o combate ao racismo ambiental — tema da declaração assinada pelo Brasil durante a Cúpula de Líderes, encerrada na última sexta-feira (7). O documento é considerado um marco internacional por unir, pela primeira vez, justiça racial e ação climática em um mesmo acordo.

A COP30 segue até 21 de novembro e reúne cerca de 50 mil participantes, entre diplomatas, líderes mundiais, cientistas, empresários e ativistas. As principais metas do encontro são acelerar a transição energética, ampliar o financiamento climático e proteger as florestas tropicais.

Com a fase de discursos encerrada, o foco agora se volta para as mesas de negociação, onde os compromissos assumidos deverão se transformar em planos concretos, com metas, prazos e recursos definidos.


  • Ir para GoogleNews
Notícias Relacionadas »