Tornado com ventos de 250 km/h devasta cidades do Centro-Sul do Paraná e deixa ao menos cinco mortos

Da Redação
08/11/2025 09h52 - Atualizado há 1 mês

Tornado com ventos de 250 km/h devasta cidades do Centro-Sul do Paraná e deixa ao menos cinco mortos
Reprodução/Globonews

Cidades da região centro-sul do Paraná amanheceram, neste sábado (8), em meio aos escombros deixados pela passagem de um tornado com ventos que ultrapassaram 250 km/h na sexta-feira (7). O fenômeno causou destruição em larga escala, especialmente em Rio Bonito do Iguaçu, a cidade mais atingida.

De acordo com a Defesa Civil, cinco pessoas morreram — quatro em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava. Outras 432 pessoas receberam atendimento médico, e há relatos de desaparecidos. Mais de mil moradores estão desabrigados.

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou que o tornado atingiu intensidade EF3, numa escala que vai até EF5, o que indica ventos extremamente destrutivos. O fenômeno foi provocado por um ciclone extratropical que atua sobre o Sul do país, também responsável por fortes chuvas e danos em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No Sudeste, São Paulo e Rio de Janeiro seguem em alerta.

Em Rio Bonito do Iguaçu, moradores registraram imagens que mostram um cenário de devastação quase total: 80% da cidade foi destruída, segundo a Defesa Civil. Árvores e postes foram arrancados, casas completamente destruídas e estruturas públicas comprometidas. Houve também registros de queda de granizo.

O meteorologista Samuel Braun, do Simepar, explicou que o tornado se formou a partir de uma tempestade do tipo supercélula, caracterizada pela presença de um mesociclone — uma intensa corrente de ar giratória no interior da nuvem.

“O ambiente atmosférico estava muito úmido e aquecido, e havia um forte cisalhamento do vento, ou seja, uma grande diferença entre os ventos na superfície e em níveis mais altos da atmosfera. São vários fatores que contribuíram para a formação dessas tempestades e do tornado”, explicou Braun.

O especialista afirmou ainda que, em mais de duas décadas de atuação, nunca havia presenciado um fenômeno tão intenso.

“Em 23 anos como meteorologista, esse foi o evento mais forte que presenciei. Foi extremamente devastador. Não me recordo de termos registrado um tornado de categoria EF3 no Paraná”, concluiu.


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